Autodeterminação dos povos e integração latino-americana por meio da valorização da cultura e da democratização da comunicação.

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8 de fevereiro de 2010 —

chuì e la frontera

Após sair do FSM10 de carona com alguns amigos feitos em Porto Alegre, rumamos a cidade de Rio Grande. De lá estavamos ja bem perto da fronteira do Brasil com Uruguay, mas decidimos antes de ultrapassar esta tenue linha que divide uma realidade da outra, ir ao ponto mais ao sul do paìs, o Chuí.
Dali se pode ver um céu azulzinho, um mar um pouco escuro e um monte de pedras, que separam os países. Depois de tomar um solzinho e descansar um pouco na praia, decidimos ir-mo-nos ao outro lado. Na fronteira, o primeiro problema: um de nossos amigos nao tinha a ID, e sem ela náo poderia entrar no país. Mas logo um dos oficiais nos deixou passar, só que tinhamos que garantir que voltariamos ali para o lado brasileiro pra resolver a situacao. Um tanto apreensivos, fomos.
Resolvemos entao tentar umas caronas, pra ir a uma praia muito próxima, Punta del Diablo.
Cruzar a fronteira é sempre uma experiencia muito desafiadora, é como entrar em uma película e mudar tudo. Sem legendas. Sem certezas. Sem conhecer os costumes locais. Bueno, mas assim seguimos pedindo caronas por ali, em dois grupos (pois somos 4 pessoas e todos juntos seria muito dificil). A noite já vinha caindo, e a lua cheia foi um presente pra nós. Ali, na beira da estrada, vendo os carros passar, e a lua iluminando nossa vontade de seguir. Logo nossos amigos conseguiram uma carona, e ficamos, eu e Joao ali esperando.
Quando já estavamos quase desistindo, e seguindo para pegar o ultimo onibus das 11h, e quando a desilucao de uma tentativa frustada se aproximava de nós, para calar os comentarios de Joáo que dizia que somente os carros mais simples e velhos que paravam pra nos oferecer passagem, parou um senhor, no alto de sua BMW e nos ofereceu carona até um balneário bem próximo deonde iamos. Ele estava indo jantar com seus amigos lá, que já lhe esperavam com um cordeiro assado. Conversando e tentando nos acostumar ao idioma, ele resolveu nos levar até là, mudou seu caminho e nos levou ao nosso.
Chegamos muito felizes em Puerto del Diablo, um balneário lindíssimo, com muito agito para os jovens, que festam na rua a noite toda. Cansados, sem encontrar nossos amigos, rumamos ao camping, e ainda, no caminho, conseguimos outra carona para os 3km que nos separavam de um descanso tranquilo.
Um sol de rachar e um mar azul limpido nos aguardavam no outro dia, e quando terminamos de caminhar a costa e ver suas belas ondas batendo nas pedras da costa, encontramos nossos amigos, que haviam passado a noite em Barra del Chuí (lado uruguayo) e chegavam aquela hora.
Fomos tomar uma cerveja Patrícia (de 1l) e neste bar, uma música brasileira tocava, mas depreciava nossa cultura. Era uma daquelas terríveis cancoes de verao, sexo e muita baixaria. Nao aguentei, e fui falar com o dono. Lhe disse que aquilo náo era cultura brasileira, que se poderia cambiar-la. Ele me deixou colocar o MP3, e eu aproveitei pra colocar a Banda Eddie, pra lembrar do carnaval no Brasil. Ao final, quando estavamos indo embora, ele voltou a tocar a porcaria de axé.

Em tres dias nos preparamos pra partir, rumo a montevideo, mas essa história fica pra logo mais… meu tempo na lan se encerra, e vou-me a Rambla (beira mar) aqui em montevideo pra tomar umas de despedida. Peco desculpas por nao postar fotos, mas é que perdi o cabo de minha camera. Bem como estou um pouco atrasada nos relatos, pois a correria de conhecer mais me deixa um pouco fora das ondas da net. Mas vao seguindo aí que eu vou caminhando por aqui … hasta luego!

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