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11 de agosto de 2010 — por

Faixa de Gaza. Auschwitz as avessas??

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Mesmo com o protesto de inúmeras organizações mundo afora, inclusive de dentro de Israel, o governo do país mantém atitude hostil perante as investigações da ONU sobre sua ação “desastrosa” em águas internacionais contra um barco de ajuda humanitária repleto de jornalistas, com destino a Gaza, na Palestina.

Abaixo uma pequena mostra de como pensa o núcleo do poder do Estado de Israel que mantém a Faixa de Gaza como uma prisão a ‘céu aberto’, isolando suas fronteiras da entrada até mesmo de medicamentos.

Seria a Faixa de Gaza, o Auschwitz as avessas?

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General diz que Israel deveria ter usado mais força em ataque a frota

11/08/2010 – 18h46 da BBC Brasil

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, general Gabi Ashkenazi, afirmou nesta quarta-feira que os militares israelenses deveriam ter usado mais força durante o ataque a uma embarcação que tentava levar ajuda humanitária à faixa de Gaza, no último dia 31 de maio.

O ataque israelense ao navio Mavi Marmara matou nove ativistas turcos e gerou protestos da comunidade internacional, fazendo com que a ONU (Organização das Nações Unidas) criasse uma comissão para investigar o incidente.

Durante um depoimento a uma comissão israelense que também investiga a operação, Ashkenazi afirmou que os militares do país erraram ao utilizar no ataque bombas de efeito moral, em vez de armas “mais precisas”, que seriam capazes de conter a reação dos ativistas.

Cartaz Pro-Gaza espalhado nas ruas do Irã

Cartaz Pro-Gaza espalhado nas ruas do Irã

Segundo Paul Wood, correspondente da BBC em Jerusalém, com a declaração, Ashkenazi parece sugerir que os soldados israelenses deveriam ter aberto fogo logo no início da operação.

De acordo com o jornal americano “The New York Times”, Ashkenazi também afirmou que as bombas de efeito moral lançadas de helicópteros não foram suficientes para dispersar os ativistas, que, segundo ele, atacaram os militares com tiros, machados, facas, barras de ferro e cassetetes.

No entender do general, os militares erraram por não terem recorrido ao “fogo preciso” para “neutralizar aqueles que impediam os soldados de invadir o navio”, relata o jornal. Tal medida, afirmou o general, teria reduzido os riscos enfrentados pelos soldados israelenses.

PRIMEIROS TIROS

No depoimento, Ashkenazi também reiterou que ficou “claro e demonstrado” que os primeiros tiros partiram dos ativistas.

Ele disse que o segundo soldado a invadir o navio levou um tiro no abdome e atirou de volta. O militar também afirmou que os soldados atiraram apenas “contra quem era necessário”.

Segundo o correspondente Paul Wood, as declarações do general fazem parte da disputa entre militares e políticos de Israel na busca de culpados pelo ocorrido.

Na terça-feira, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, sugeriu que a responsabilidade pelas mortes durante a operação é do Exército.

A Turquia, por sua vez, continua insistindo que Israel assuma formalmente a responsabilidade pelas mortes durante a invasão e se desculpe pelo ocorrido.

Sobre

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O comunicador e ativista político, Nazen Carneiro, formado em Relações Públicas pela Universidade Federal do Paraná, foi correspondente internacional temporário de “Gazeta do Povo” em Teerã, no Irã. Já fez reportagens do Irã, Romênia, Turquia e Grécia, escrevendo sobre a relação do Oriente Médio com o mundo.

Tendo passado pelo Rádio, atua também como ativista cultural e produtor independente do evento mundial pela paz, Earthdance.

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